História

Um pouco das origens

O mais antigo documento conhecido da história de Odivelas é uma inscrição românica encontrada na igreja do Mosteiro de Odivelas, actualmente em exposição no Museu do Carmo, em Lisboa, relatando que “João Ramires, Primeiro Prelado desta igreja, morreu a 13 de Fevereiro de 1183”.

Em 1147, foi conquistada Lisboa pelos Cruzados, com a consequente vinda para Sul de clérigos com o objetivo de manter a posse de terras nas mãos dos cristãos. João Ramires seria um desses Cruzados a quem coube a paróquia de Odivelas.

Evolução administrativa

Odivelas foi incluída no Município de Belém em 1852, tendo em 1885 passado para o Município dos Olivais e, em 1886, passou a integrar o Município de Loures, na data da criação daquele concelho. Em 19 de Novembro de 1998 é criado o concelho de Odivelas, onde a freguesia fica inserida.

Odivelas chegou a ser uma das Freguesias mais populosas da Europa. Dela foram desanexadas as Freguesias da Pontinha (em 1984) e de Famões e Ramada (ambas em 1989). Dos mais de dezassete quilómetros quadrados em 1984, Odivelas tem hoje uma área de 5,35 quilómetros quadrados, redução resultante da desanexação daquelas novas Freguesias. Conta com mais de 51.000 eleitores.

Em 3 de Abril de 1964 é elevada à categoria de Vila, passando a ter a categoria de Cidade desde 10 de Agosto de 1990.

A administração da Freguesia

Na orgânica de poder do Estado Português, a Freguesia tem no órgão deliberativo, a Assembleia de Freguesia, 21 eleitos e no órgão executivo, a Junta de Freguesia, sete eleitos (Presidente, Secretário, Tesoureiro e quatro Vogais).
A Junta de Freguesia exerce, além das competências que lhe estão atribuídas pela Lei, várias outras competências delegadas através de um Acordo de Execução e um Protocolo de Delegação de Competências com o Município de Odivelas.
Assim, gere um mercado municipal, duas feiras semanais, um pavilhão polivalente, um salão azul (no parque Urbano do Silvado) e três recintos polidesportivos. É responsável pelo licenciamento da actividade publicitária, da ocupação da via pública e de canídeos.
Também assume a responsabilidade de manutenção de algumas zonas verdes, das escolas do primeiro ciclo do ensino básico e de jardins-de-infância da rede pública. É ainda responsável por parte da limpeza urbana (varrição), contribuindo além disso com muita atividade no âmbito da ação social, da cultura, da saúde, da ocupação de tempos livres, da preservação do património histórico e cultural, da iluminação pública, da toponímia, do planeamento, do trânsito. Tem de facto uma forte intervenção na vida local dos odivelenses.
Conta com mais de cento e vinte trabalhadores e colaboradores que no dia-a-dia actuam de forma a melhorar a qualidade de vida da população.

Vinde ver-nos…

“Ide vê-Ias, senhor…” terá dito D. Isabel ao rei D. Dinis, saindo-lhe ao caminho, no Lumiar, quando o seu esposo e senhor de Portugal se deslocava a sua casa no Vale das Flores. Esta é uma lenda e hipótese da origem do nome da nossa Cidade, intimamente ligada ao rei que aqui mandou erigir um Mosteiro no qual ficou sepultado após a sua morte.
O Vale das Flores e as belas quintas outrora existentes neste território foram dando lugar a prédios em urbanizações nem sempre executadas de acordo com a harmonia local.
Mas da história de Portugal muita coisa ainda sobrevive: o Mosteiro de S. Dinis e S. Bemardo, o Memorial, o monumento ao Senhor Roubado, a Casa do Arcebispo são importantes testemunhos da importância histórica desta terra.
A doçaria conventual é cada vez mais apreciada, a par de uma gastronomia rica e variada fornecida por restaurantes de elevado grau de qualidade a preços acessíveis.
O turismo tem vindo a aumentar desde há alguns anos a merecer particular atenção da administração local, despertando investigadores, artesãos, agentes económicos e culturais. O artesanato desponta com uma forte capacidade criativa, a que se junta uma crescente actividade cultural.
O Museu da Cidade na Casa da Memória, é uma ajuda ao conhecimento deste território, importante aglomerado desde o século XII, tendo adquirido o estatuto de Cidade desde 1990, e que cada vez se toma mais acessível pelo incremento de novas estradas e transportes públicos, mas também mais bonita e com melhor ambiente.
Aproveitando a originalidade da rainha, aqui deixamos um cordial convite: “Vinde ver-nos, senhoras e senhores, deixai manifestar-vos a nossa hospitalidade. “